Entre os presentes de Natal.

23 de dezembro de 2012

Faz tanto tempo que não escrevo aqui… Motivo? São sempre tantos… desculpas, falta de inspiração ou melhor acreditar estar sem ela, mas vamos tentar mais um pouquinho, manter o contato enquanto novos textos demoram para despertar.

Já que estamos a um dia do Natal e na última semana do ano, vamos falar de compras de Natal?

Nunca fui a mais apaixonada por Natal, por razões pessoais mais cedo e depois uma certa revolta com o consumismo desenfreado diante de uma das sociedades mais desiguais do planeta.

Hoje me encontro ansiosa para este Natal, principalmente por não ter passado o Natal do ano passado no país, é gostoso sentir esse clima intenso de festas do Brasil se soubermos curtir. Sem cair nas garras do estress sem motivos, da ansiedade negativa que permeia nossa volta! As pessoas nem sabem o porquê estão nervosas, mas estão.. cansadas de um ano todo de trabalho, preocupadas com as contas, emocionalmente mais sensíveis por ser uma data em que pessoas queridas que se foram fazem falta.. tudo junto pode virar uma bomba! Então vamos tentar sorrir e sorrir… Os shoppings nem estão tão cheios assim e já vamos com 10 pedras nas mãos como se estivéssemos pagando castigo. Será que é a melhor forma?

Dar presente por obrigação ou por carinho? Analise um pouco as etapas de seus atos e entenda que aquele presente se comprado com carinho desde o começo vai pesar menos bolso, enfrentar filas sem problemas, te dar orgulho pela escolha e no final essa energia será entregue junto com o presente, o engrandecerá te deixando apenas  a satisfação. Tente!

Bom Natal leitores queridos, muita energia positiva .

Entre o que não gosto em ti bicho homem.

11 de outubro de 2012

E você bicho homem que nos olha nos engole, parece tentar penetrar em meus olhos como se fosse capaz de ler o meu ser, meu corpo, minha pessoa. Falas grosserias e nos impede de se sentir a vontade em meio ao mesmo mundo que nos foi dado para mim, mulher, para você bicho homem. Por que nos olha, nos come assim, com os olhos, com a mente, sem antes nem saber o que a gente sente, e já vai gozando de mim. Onde vai bicho homem com o ardor que nos impede de querer te tratar como desejo quando a sagrada inoscência ainda é respeito.

Vai ser para sempre bicho homem? Temerei botar uma menina no mundo, terei que cobrir minhas pernas para sempre, e atravessar a rua quando te vejo em bando? Sabes você que aquele retraído que vem tão amigo nos conquista sem nada dizer? É a diferença, o que não estamos acostumadas, tanto que até nos entusiasmamos sem papas, de ver que poucos ainda são o que todos deveriam ser.

Algumas vezes produz sons quando cruzamos apenas vivendo, nos enoja e nos retrai, faz com o sai ou não sai um medo de insatisfação. Será que nunca vamos ficar seu menino excitado tranquilas ao seu lado, sem medir diferenças, esperando conversas para depois sim trocarmos os primeiros elogios mais invasivos?  Espero bicho-homem, espero tanto que entrego meu pranto  enquanto dizem que perco tempo me preocupando demais, só fico sonhando com o que chamo de paz.

Entre o que nunca passa.

11 de outubro de 2012

Momentos que não me faziam falta, não existe saudades para o que não se gosta, sensação de ter parado no tempo, e desprazer com muito a minha volta. São tantos sentimentos bons de um lado, mas o porquê de uma paz parecer impossível por tantos outros. Desnorteia a calma que almejei tanto e senti, e se espero o próximo segundo com a mente em tantos lugares é porque a inquietação indesejada hoje chegou antes  da calmaria do que continua caminhando.

Entre aquele não e meu sim.

17 de setembro de 2012

Essa história de não poder não faz parte de mim há tanto tempo… passo muito melhor com um faz parte, mesmo que doloroso algumas vezes. Uma vez em crise com uma tatuagem me disseram que não podia passar por crise, pois deveria gostar sempre sem opção, ou que já alterasse… Faço cara de interrogação para esse veto de sentimento, para o viver a regra dos outros e nem considero guardar para mim minhas doidas dúvidas que fazem a minha vida muito mais interessante.

Voltando ao faz parte, se torna menos fácil quando relativo a perda de pessoas, a decisões a princípio tomadas para a vida toda, ou distâncias e Adeus que não podemos evitar. A vontade de se entregar ao choro e ao medo de se sentir a dor da perda novamente conseguem ser abatidos pela vontade de construir e viver tantas coisas boas que entreguem um sorriso de saudades e lembranças que virão.

Entre a muralha de Beijing.

18 de julho de 2012

Sair de Shanghai para Beijing é passar de uma cidade imensa para outra, enfrentar as mesmas multidões, mas conviver com o mais simples e estar mais próximo de uma China menosmoderna. Sem entrar em pontos turísticos específicos acho que vale relevar o quanto cada um deles é interminável, e tomam horas de visitação. Outro ponto importante é não confiar nas distâncias que o mapa apresenta, o que parece um quarteirão normalmente esconde dezenas de travessas e pode levar 1 hora de caminhada.

Andar de uma região para outra da cidade revela a diversidade que se esconde alí, contrastes, e não é difícil se deparar com ruazinhas cheias de arte e templos no meio de becos que se revelam tão extensos que consideramos “imensuráveis”.

O principal objetivo de nossa ída a Beijing foi conhecer mais uma maravilha das 7 do mundo: A sonhada muralha da China, a Great Wall. E agora, o principal motivo desse texto, como conhecemos a grande.

Tudo o que não queríamos eram fotos de turistas com um pequeno pedaço da muralha. Nós queríamos que ela fosse coadjuvante como merece. Reoslvemos pegar a dica de dois amigos que fizeram o passeio na semana anterior, nos juntamos a uma guia e 2 pessoas para uma hiking pela muralha.

Quase e horas de van, a 150km do centro de Beijing, começamos a caminhada de 4 horas pela muralha em um ponto que ela se encontra ainda em sua forma mais antiga apóis reformada há mais de 600 anos. Caminhada nível 3, mas tranquila depois do Pati, calor, e a paisagem que inspira para toda uma vida. Mesmo nublado, com neblina como dizem ser em 90% do ano, ela é mais uma criatura imponente de minhas memórias e parece guardar segredos irrecuperáveis que tentam contar por lendas.

Descida, trilha em mata fechada (vá de calça) e mais um ponto alto do passeio, um banquete na casa dos locais, tudo orgânico, colhido em suas plantações, temperos simples mas os mais sofisticados aos olhos do paladar.

Contato para o passeio: info@chinatravellers.com

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Entre o que se quer gostar.

18 de julho de 2012

A fiçura que carregas para dentro do que vives tenta impedir os mesmos sorrisos que ficaram na saudades, nessa mudança de rumo sem fim, alguns olhares se confundiram e a memória permite suspiros afogados dentro de mim. Na certeza vem a pressa e o novo vira festa de um jeito mais vazio. É como se o corpo e a mente se separassem da gente, da alma que lá ficou. Mas a vontade de aprender com o novo e sorrir para esse povo transborda por uma assim feliz racionalidade.

É como se desejasse as pernas cruzadas da donzela que dança com outro e cruza suas pernas com a dele te empurrando com um soco de quem perdeu e está carente. Então se ergue e sorri com uma cara de assustado de quem pensa que se atrasa para tudo e qualquer papo, abre os olhos e se alívia. Te esperas mais do que imagina, abre teu peito e abraça o quanto esse mundo te oferece de graça, outra, além da graça que já conhecia.

E na saudades do que vivia entende o hoje como profecia.

Entre a Thai e sua land.

18 de julho de 2012

A Tailândia é um destino com detalhes que precisam de atenção para que não se passe mais tempo em transportes do que em terra curtindo sua incrível beleza. Decisões que começam na escolha dos lugares que se deseja visitar e que se limitam extremamente de acordo com seu tempo e verba. Tudo leva tempo, as vezes mais do que um dia para se locomover de um ponto ao outro. Para visitar 2 ou 3 locais diferentes que ficam em extremos opostos se faz necessária uma viagem mais longa, acredito que de 10 a 15 dias. Nós não tínhamos o tempo de sobra que gostaríamos então ficamos basicamente em 1 destino com a extensão de Bangkok.

Optamos por Koh Samui, pois não nos apetitaram os relatos sobre tanto agito que habita Phi Phi em julho, e de lá poderíamos ir para Koh Tao. O voo de Bangkok para Koh Samui estava extremamente caro então descemos em Surat Thani. De Shanghai a Bangkok foram 5 horas, dormimos 3 horas em um hotel próximo ao aeroporto e já pegamos o voo para Surat Thani, 1 hora de voo + 1 hora de bus e 1 hora e pouco de Ferry (eles vendem o ticket para bus e ferry dentro o avião da Air Asia e custa 350 bah), descemos em Koh Samui e pegamos uma van até o hotel – 30 min. Vale a pena!

Koh Samui é muito Brasil e tudo o que me disseram sobre a simpatia de seu povo, comidas maravilhosas e bom preço são verdades verdadeiríssimas. Fícamos no Seabreeze Place na Lamai Beach, perfeito! $30 a noite com café e vista para o mar e piscina. Bar do hotel incrível em frente a praia, e para complementar, massagem thai na praia mesmo.

Muita fruta, muito sol e boas opções para todos os tipos de programas que se deseja fazer. Passamos um dia em passeio de barco para a reserva de Mue Koh Angthong, lindo! Recomendo apesar da parte do snorkeling e kayak serem meio fracas.

A noite pegamos um tuk tuk para Chaweng, a praia mais agitada, com muitas baladas e opções para todos os gostos, contanto que curta um ambiente digamos “intenso”. Visitamos também as cachoeiras da ilha onde estão os animais como, tigres e elefantes que são usados para o turismo. São lindos, fofos, mas não tive nem vontade de subir no elefante ou acariciar o tigre por vê-los em um espaço tão pequeno, de um jeito que claramente não combina com a natureza dos bixanos.

Na volta, dormimos em Surat Thani para pegar o avião no dia seguinte de manhã para Bangkok. Cada lugar que passamos na Thai me impressionou tanto pelo tamanho, pois todas as cidades e ilhas são imensas e também pela facilidade que o turista tem para se locomover; mas também por todos falarem inglês e a natureza (apesar de bem tocada), a comida, atividades e vida noturna serem todos em tão grande escala.

Bangkok me surpreendeu muito! Amei! Fui preparada para ver tanta prostituição e pobreza, mas encontrei ambos escondidos. Bares e baladas deliciosos na Kao San Road e um agito gostoso (pelo jeito que eu levei) e barato. De dia passeios não faltam, e o Grand Palace e o Wat Pho templo são um “must” na lista.

Agora a ideia é voltar e ir para Phi Phi fora de época. Dor, foi não ter conseguido encaixar a Full Moon party que havia sido uma semana antes, mas faz parte! A Tailandia é um destino delícia para casais, divertido para famílias e interminável para mochileiros.

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Entre diferenças.

18 de julho de 2012

A criança chora quando me avista e externaliza sua fascinação pelo que até então havia visto apenas pela TV, em cartazes, na revista: um ocidental. O Sr. de mãos e pés calejados, calças curtas e palito na boca me olha dos pés a cabeça por cada segundo que permaneço em sua frente no metro. O adolescente pede uma foto com um rosto de vantagem entre os amigos.

O charme do estranhamento perde a graça depois de poucos dias para muitos e não se sentir a vontade em meio a tantos, milhares, passa a ser desconfortável. Ao evitar experiências, nos fechamos para o conhecimento e nos encontramos em busca do mesmo, aquele que pensávamos querer mudar.

Tantos detalhes compõem esse outro que preenchem o repelimento de forma indesejada. Me privo de opiniões para não atingir a mecriodidade do preconceito e deixo nos braços de minha paciência e adaptação enquanto entrego a quem não tem certeza a liberdade de me entender.

Entre a Asia, em Shanghai.

3 de julho de 2012

Há poucos dias em Shanghai e algumas das primeiras impressões já mudaram a ponto de deicidir esperar mais para publicar também essas digamos assim, segundas impressões. Antes de vir para a China, sempre escutei dos próprios chineses que não me preocupasse tanto pois Shanghai era diferente, muitos falavam inglês e já era mais uma cidade internacional. Tenho a impressão que todos eles não conhecem a cidade! Na maioria dos locais é quase um milagre encontrar um chinês que fale inglês. Turistas ocidentais? Tirando museus e os pontos top turisticos são raros! Se não fossem as fotos que acompanham os pratos nos menus de todos os restaurantes, poderia acabar pedindo cobra ou pato para comer com um sorriso no rosto.

Sim, encontramos restaurantes de todas as origens por aqui, não é só comida chinesa.. inclusive os fast foods parecem estar invadindo a cidade de forma bem fast pra simplificar.. e as consequências que sim parecem universais são inúmeros comerciais sobre produtos de beleza e emagrecimento na televisão controlada pelo governo chinês.

Pontos altos da diferença de cultura: Aqui ainda é permitido fumar em todos os lugares, shopping, praça de alimentação, restaurantes, balada… a volta ao cheiro na roupa que os brasileiros e a maioria do mundo já se esqueceu; a comida é sim muito diferente da nossa, mas temos opções saudáveis em todos os restaurantes chineses, bom preço, mesmo a cidade sendo uma das mais caras, e muita variedade (quando cheguei achei que iria me enjoar de comer a mesma coisa, pensando sempre em noodles ou nos japoneses – que sempre achei que nunca poderia enjoar, mas quando pesnamos em quase 2 meses existem riscos, mas não, cada restaurante oferece um tipo de prato, e uma boa variedade de legumes, sushis, sashimis, peixe…Ah muito suco natural! Valem ouro depois de tanto tempo nos eua); gestos são diferentes para falarmos de números, agradecermos, a palavra “não” deve ser evitada, e fazer cara feia para alguém pode resultar numa briga interminável, um verdadeiro insulto!

Uma parada para esse ponto, o que eles chamam de “losing face” para mim está sendo um aprendizado válido que já pretendia aplicar em todos os lugares… uma mudança necessária. Sempre brinquei fazendo mil caras e bocas para tudo e todos, mas aqui isso pode significar o pior,as pessoas se sentem muito ofendidas dependendo de sua reação, e sorrir pode abrir mais portas do que normalmente já faz.

Não imaginava o quanto a presença de um ocidental poderia ser entranha aos olhos de tantos chineses, com nosso mundo globalizadoe a China estando no topo de belezas pra serem vistas por turistas do mundo todo. Mas eles estranham ainda sim! Acho que principalmente as crianças e os recém chegados do campo. Me olham de cima a baixo, curiosos claramente. Gostaria de saber o que pensam quando me olham assim, mas infelizmente perdi a alça do Mandarin. Até foto com você eles pedem, mas vale a pena a parada ao invés do duvidoso “não” para ver o sorriso no rosto deles, como se fossemos alguem famoso mesmo.

Ir ao supermercado se torna um desafio com sustos,pois se você não tiver a sorte de encontrar um produto que tenha uma pequena descrição ou nome em inglês, terá que desistir de muita coisa, e na sessão de carnes prepare-se para ver diversos animais, alguns ainda com pêlos, e outros exóticos, realmente intrigantes. Se prepare para cruzar com chineses que praticamente entram no seu carrinho, de tão curiosos para saber o que estará levando esse ser loiro!

Shanghai é uma cidade que pelo menos no calor é cinza com névoa, garoa fina que dizem ser ácida. Tive a sorte de ver 2 dias de céu azul nublado em 5, sendo que alguns amigos que estão há mais de 2 meses na cidade ainda não tiham visto.

Muita gente? MUITAAAA gente, em todos os cantos!

Transporte? É o metro mais impressionante que já vi, e barato! Apesar das estações estarem muito afastadas uma das outras, é limpo, moderno, rápido e com placas de sinalização em inglês – o mais importante! Cheio? Sim.

Assim vai… esse é um começo, espero compartilhar mais detalhes depois.

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Entre despedidas de minha amada Boston.

3 de julho de 2012

Hoje me despeço do lugar capaz de se armar com um silêncio sábio que entrega ventos dignos de pensadores e exala cultura em cada canto que chamamos de referência. Digo obrigada para cada um que parou na rua para saber se precisava de ajuda quando me encontrava com um mapa nas mãos, por cada pôr-do-sol que encerrou um dia e foi avistado de uma de suas belas pontes que cruzam seu poderoso Charles, de casa, do rio, em meio a belas construções… A cada floreira que quebra a força do inverno, a cada aprendizado contra preconceitos que levo comigo. A cada pessoa que sorriu, a todos que mostraram a importância de ser patriota mesmo que de uma forma as vezes assustadora. A cada carinho em resposta à minha nacionalidade, e principalmente aos amigos que viraram berço, alegria, preenchimento de um dos unicos vazios que ficaram.

Boston é hoje na minha vida, sinônimo de qualidade de vida. Hoje passa a entrar no jogo do passado onde corro o risco de perder algumas de todas as vírgulas que gostaría de me lembrar para sempre. Obrigada Boston por ter acolhido em cada um de seus parques, e minhas dúvidas que me empurraram tanto para cima e as quais hoje abro espaço para que continuem existindo para assim continuar caminhando.

A melancolia quer chegar forte, mas como meus pais sempre me ensinarama a ter planos, hoje começo também uma nova aventura que encoberta um pouco a saudades que já sinto daqui.

Um ultimo copo de vinho, uma ultima admirada em nossas valiosas janelas, um sorriso delicado, sensível de quem se orgulha muito desta jornada, e parte levando só a saudades enquanto ensina o caminho do Fenway Park para quem chega com um mapa nas mãos.

Entre leituras.

1 de julho de 2012

Te sinto, algumas vezes te cheiro, te vejo de longe, e quando em outras mãos minha curiosidade grita para que descubra quais palavras esse outro em ti lês. Todos se cansam de vez em outra, passando rapidamente por todas as páginas na busca do número que ainda resta para seu fim. Do começo ao fim só se ganha, mesmo na insatisfação se desenvolve a crítica e nos descobrimos um pouco mais. Na imaginação, algumas vezes traços que criamos para seguirmos suas palavras viram sonhos e permanacem vivos sem fim.

Entre o aprender e o desaprender.

3 de junho de 2012

Durante a corrida por mais aprendizados, calma e auto satisfação, precebemos o quanto ainda temos que aprender, o quão fraco somos quando em breves momentos ou espamos que nos deparamos com o indesejado, o susto, simples mudanças, percebemos que não somos capazes de lidar com isso que antes chamávamos de simples, óbvio.

Se a perda de controle ou raiva, tristeza exagerada fosse percebida em outros, em situações semelhantes, os julgaríamos descontrolados, exagerados, instáveis.

O silêncio que constrói muros em segundos entre pensamentos, boca e mundo parece engrandecer pensamentos negativos que só fazem roubar a energia armazenada a tanto custo. O sol se foi, meu pôr-do-sol amado não foi admirado, as palavras não foram ditas, nenhum beijo mais foi dado. O inconsciente que parece querer enaltecer quem não merece, cria armadilhas, nos distrái, nos aproxima do que não parece nos fazer parte e só volta a ser calado com esse ponto de alívio.

Entre o carinho do cotidiano.

29 de maio de 2012

Uma pequena atenção para nosso grande e detalhado cotidiano e costumes diários fazem toda a diferença, mas muitos só ganham prestígio quando não acontecem.

Lembro de meus pais reclamando quando não colocávamos o prato na pia ou dos inúmeros copos que ainda deixo pela casa. Mesmo antes de me mudar já ríamos juntos sobre a saudades que iriam sentir de meus erros e manias. Hoje, tentando extrair o brilho desses detalhes no desejo de que durem enquanto puder, resolvi contar aqui o efeito da clássica pergunta que tenho a sorte de responder todos os dias: “Como foi o seu dia?”.

No cansaço do fim do dia algumas vezes devolvemos um simples “nada demais” ou “normal”, mas todos os dias fazemos algo diferente ou vemos algo novo por aí! Se falta inspiração para contar, tente que o outro começe, mas mostre interesse, se nada de tão interessante cruzou o seu caminho hoje, o outro pode estar com humor pelos dois e contar algo legal.

Melhor ainda é quando passamos o dia apreciando pequenos detalhes e os colecionamos para dividir com os outros ou para lembrarmos por aí. Seu dia merece esse reconhecimento, enxergue toda sua graça! Sempre acabamos com frases clichês como “aproveite cada dia como se fosse o ultimo”, mas realmente elas engrandecem o simples e completam lacunas para que nada passe.

 

Entre L.A., Grand Canyon e Vegas.

28 de maio de 2012

Sem medo de repetir algo já dito neste blog, juntar 3 destinos tão diferentes em uma só viagem é mais do que interessante, é desafiador. L.A. e Vegas nunca entraram na lista até um amigo fantasiar sobre Vegas e entrarmos no clima. L.A. ficou como opção mais barata de voo, curiosidade por Hollywood, Santa Mônica e a salvação para quem queria muito ir para a Disney, mas como já foi há um tempo e não vai dessa vez, temos L.A.!

De carro, e uma parada para dizer que os carros nos EUA são um prazer à parte, a Route 66 traz um cenário farwest de cinema, com um toque de neve no pico de imensas montanhas desérticas de areia. 9 horas com várias paradas de L.A. até o Grand Canyon, mas cada segundo faz da viagem ainda melhor.

A expressão “breathtaking” se encaixa para os Canyons como muitas palavras só fazem sentido em sua língua nativa. Tradução: “de tirar o folêgo”. Uma pequena trilha para acordar as pernas, almoço com um cenário nada humilde e muito alimento para alma. Se não for ficar nas casinhas ou acampar dentro do parque, a 1 milha alguns hotéis oferecem grande conforto e bom preço.

De volta ao carro, agora a duração da viagem é de apenas 4 horas, destino: Vegas! A cidade se aproxima e já cruzamos alguns cassinos e as primeiras luzes. O azar ficou no dias, terça e quarta são dias um pouco mortos para uma cidade tão frenética. Escolha do hotel? Stratosphere! Huge, imenso! Como os outros, mas com seu próprio parque temático no topo da infinita torre. Os dias se concentram em andar pelos casinos, pelos hotéis, aproveitar a cerveja pelas ruas para matar a saudades do Brasil, e se tiver sol, um piscininha. Montanhas russas de hotéis, e shows à parte. Diversão entre amigos garantida, os destinos foram um plus; inesquecíveis? Sim.

Fica aí uma lembrança do Grand Canyon.. Talvez receba o de Vegas em breve … Grand Canyon Vídeo

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Entre a comédia e a tragédia romântica.

26 de maio de 2012

É impressão minha ou a indústria da “Comédia romântica” se virou contra a indústria de casamento?

São tantos filmes sobre separação ou noivas/os que desistem no ultimo minuto…os de traição não precisamos nem citar, todos nós estamos cansados desse “gênero” em diferentes mídias, entretenimento, e vida real. Mas o casamento estando em alta, o que se aproximaria mais da onda seriam aqueles filmes que chamamos de filminhos, feijão com arroz, sem pensar, pós semana cheia, para aqueles dias, e assim vai.

Derramar algumas lágrimas bobas e se inspirar para agradar quem está ao lado, dar risada de “erros” familiares e desejar cada cenário, essas sim são as “comédias românticas” que queremos ver, que ajudam e que perdem lugar para dias de inspiração cult de filmes pensados para pensarmos.

Isso que podemos chamar de “tragédia romântica” está cansando! Não quero perder meu romântismo, e nem vem falar que quem tem certeza não se confunde, porque temer, todo mundo teme! Já nos basta tantos amigos e conhecidos que não resistem a nada, pelo menos a ficção poderia voltar a ser um pouco mais fantasia. :)


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